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Drogas – que “droga”

Drogas – que “droga”

A droga campeia a solta, e está na raiz da criminalidade e da crueldade. É talvez, na nossa atualidade sociológica, o maior adversário da criatura humana, porque a sua incursão leva-nos a uma situação calamitosa, pois a droga leva a loucura pela degenerescência dos neurônios cerebrais, ao crime e ao autocídio.

Então, poderíamos perguntar: “Qual a necessidade da droga para que um ser humano possa assumir a sua identidade, a sua realidade? Terá que para tanto tomar uma substância química que trás prazer, só na ilusão?”
Ela é uma ilusão, porque a droga é como a água do mar: não mata a sede e quanto mais é sorvida, mais sede dá, porque é salgada.

Vejam: agora a maconha, depois a cocaína, logo depois o anabolizante, depois o estimulante químico, depois o crack, a picada, a aids e depois a degenerescência cerebral. Pagar para suicidar-se é o máximo da ignorância.
Está chegando a hora de nós, jovens, maduros e idosos, tomarmos uma decisão: não adianta prender o traficante, porque existe o traficante por causa da figura do consumidor. Se deixarmos de consumir, desaparecerá a figura do traficante. Os jovens tentam agredir os pais e a sociedade usando drogas, mas agridem-se a si mesmos, efetuado um ciclo ao qual o grande Freud, o último dos iluministas chama de “pulsão de morte”.

E, qual é a melhor política? Aquela de perseguir o traficante , prende-lo, sabendo que comanda de dentro do presídio e que daqui a pouco estará novamente nas ruas, OU EDUCAR?
A grande tarefa é a da educação, da comunicação, da convivência , do diálogo honesto entre pais e filhos. Devemos dizer à juventude que esta é uma oportunidade de desenvolvimento de aptidões, depois de realizações e mais tarde colher o fruto sazonado da experiência humana.

Para sermos verdadeiros homens e mulheres não precisamos de estímulos externos, de fugas psicológicas, e para sermos cidadãos só necessitamos valorizar o desafio da vida que É O NOSSO AUTOCONHECIMENTO. É necessário assumir que somos fracos, assumir as nossas deficiências e os nossos valores positivos. Para sermos alegres não necessitamos de estímulos físicos.

Os pais devem dar-se aos filhos, e dar menos coisas materiais. Não adianta perguntar para a empregada: “Ele acordou”?, “Ele dormiu”?, “Ele comeu”?. NÃO. É preciso estar presente para ver se ele dormiu, se ele acordou, se ele comeu.
A melhor maneira de dar amor, é conviver. Porque é fácil dar coisas materiais e não DAR-SE .
PAIS, educadores, amigos, prestem atenção: sempre podemos fazer um pouco mais. Vale a pena fazer um pouco mais, suportar os desafios, e ver que a vida é colorida sem necessidade de DROGAS, mostrando isso a seus filhos, e principalmente estando junto a eles em todos os momentos, até em suas necessidades, até nas coisas erradas que eles possam fazer.

Certa vez, quando meus filhos eram adolescentes, meus dois rapazes chegaram a mim e disseram: “Mãe, nós fizemos uma coisa errada. Como vamos consertá-la?”. E enquanto isso falavam, já estavam incluindo-me no círculo do conserto da burrada, pois sabiam que eu estava junto para o que desse e viesse.
Mostrem isso a seus filhos. Mas, de verdade, do fundo do coração de vocês, para não chorarem mais tarde, quando os perderem para a DROGA.

Jonia Ranali

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